terça-feira, 29 de junho de 2010

Pois é

A verdadeira liberdade está no desapego; no sentido de respeito ao fluxo e a lei do que é melhor pra todos. Pra mim ser livre é ser capaz de receber e deixar ir tudo que a vida oferecer. O mundo é uma coisa tão grande e tão cheia de possibilidades. Se fechar no que pode ser uma mentira é ficar cego para todo o resto. Quem segura o galho no rio trava a correnteza. Uma fase nova. Eu tinha um amor amigo, que era tanto meu homem quanto meu abraço. Funcionávamos bem juntos, costumávamos dizer que nossa liberdade era o que nos prendia, hoje, ele não é mais livre, não estamos mais presos! Eu acredito que ainda nos pertencemos, ele sou eu de calças, eu sou ele de saia! Sinto falta dos nossos porres, dos nossos momentos, das nossas conversas. Sinto falta de contar para ele dos meus amores, e ouvir ele falar dos dele. Sinto falta do meu companheiro, parceiro, que tanto me curou, e me fez perceber os meus detalhes mais sórdidos. Sinto falta de matar minha sede na saliva do meu melhor amigo, sinto falta falta de você meu menino.

Um comentário:

Matheus Costa disse...

Eu fico, realmente, sempre, emocionado com as coisas que você escreve. Como muitos devem pensar: nem parece a mesma Carol. mas convivendo e sendo seu amigo mais de perto, posso garantir, é a mesma, sim!

Já posso chorar com esse post?
Lindo.

O que me mim, como você diz: há entrelinhas, em você não.